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CEOs do Brasil e do mundo estão otimistas sobre perspectivas econômicas globais

  • 77% dos CEOs no Brasil e no mundo apostam na aceleração do crescimento conômico global

  • O percentual é recorde entre os líderes globais desde 2012

  • No Brasil, o otimismo em relação à economia diminuiu, mas permanece elevado


A instabilidade macroeconômica e a desigualdade social preocupam mais no Brasil do que no resto do mundo, que teme principalmente os riscos cibernéticos e os relacionados à saúde da população.

Os dados estão na 25a edição da Pesquisa Anual Global com CEOs da PwC (25th Annual Global CEO Survey), que ouviu mais de 4.400 executivos, em 89 países, com uma participação expressiva de líderes do Brasil.


O estudo aponta que 77% dos participantes no Brasil e no mundo acreditam na retomada econômica global e local em 2022.


Apesar do alto índice, o percentual revela que o otimismo do brasileiro diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado.


Na edição anterior, 85% dos CEOs brasileiros acreditavam em uma melhora da economia local.


Ainda assim, o otimismo brasileiro é considerado alto e foi provocado principalmente pelo aumento dos negócios entre os países e a retomada das viagens e do consumo no mundo.

Nesta edição, a percepção dos brasileiros, historicamente otimista, é semelhante à média global.


Para 6% dos respondentes brasileiros, a economia permanecerá estável. 17% acreditam que a economia global deve retrair.

No mundo, 7% apostam na estabilidade econômica e 15% esperam por uma desaceleração na economia.


"A aceleração da vacinação e a retomada gradual da vida e dos negócios são as principais razões desse otimismo no Brasil e no mundo, com os executivos seguindo com seus planos de investimentos e contratações de talentos para o desenvolvimento de suas atividades", afirma Marco Castro, sócio-presidente da PwC Brasil.

O estudo revela a tendência de um pequeno aumento do otimismo em países como Japão,

Índia e Reino Unido, e de redução desta percepção no Brasil, China, Alemanha e EUA. Um dos pontos de atenção é a diminuição no interesse de outros países em fazer negócios com o Brasil nos últimos anos.

Desde 2013, o Brasil caiu sete posições no ranking que avalia a importância de um país como mercado estratégico para os CEOs globais.


Ainda dentro do contexto de ambiente de negócios, a CEO Survey indica que os Estados Unidos, a China e a Argentina serão os principais mercados estratégicos para empresas brasileiras nos próximos 12 meses.


A expectativa de negócios com os Estados Unidos cresceu de 40% em 2021 para 50% em 2022; com a Argentina de 9% para 19%; e com a China houve uma leve estabilidade de 33% para 34% em 2022.


Em relação à expectativa de crescimento da receita de suas empresas para os próximos 12 meses, os líderes brasileiros se mostram mais otimistas na comparação com os executivos de outros países.

63% dos brasileiros afirmam estarem confiantes em relação ao aumento da receita, enquanto o percentual global é de 56%.

No mundo, os representantes de empresas dos segmentos de private equity (67%), tecnologia (64%), setor imobiliário (63%), de seguros (63%) e indústria farmacêutica (63%) estão entre os mais confiantes em relação ao aumento das receitas no próximo ano.


O otimismo também aparece nos resultados dos líderes nacionais das indústrias do agronegócio (74%), serviços financeiros (61%), consumo (68%) e tecnologia, mídia e telecomunicações (67%).

No longo prazo, as expectativas para as receitas são ainda maiores entre os executivos no Brasil.


Com a perspectiva de um maior consumo de produtos e serviços para os próximos três anos, a previsão é de aumento de receita para 84% dos CEOs brasileiros de Serviços Financeiros, 83% de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações, de 80% para os executivos do Agronegócio e de 74% do setor de Consumo.


Ameaças aos negócios


Globalmente, os riscos cibernéticos e os riscos à saúde são os principais temores dos CEOs (49% e 48%, respectivamente).


O impacto em vendas de produtos e serviços e na capacidade de inovar através de tecnologia e processos são listadas como as principais ameaças dos riscos cibernéticos.

Já os riscos à saúde preocupam tanto no impacto que podem causar em vendas de produtos e serviços quanto na atração e retenção de talentos e competências essenciais.


Entre os CEOs brasileiros, a maior preocupação é a instabilidade macroeconômica (69%) e seus potenciais impactos em vendas de produtos e serviços e na capacidade de levantar capital, seguida por riscos cibernéticos (50%).


A preocupação sobre a desigualdade social e seus impactos também em vendas de produtos e serviços e na capacidade de atrair e reter talentos e competências essenciais é significativamente mais impactante para os executivos locais.



(Fonte: PwC)


 

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