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Temperatura da indústria em novembro de 2022

O comportamento da indústria é capaz de aquecer ou de esfriar toda a economia e, ato contínuo, a vida da população. Se a indústria perde energia, ela puxa o emprego de qualidade e a renda para baixo. Quando aquecida, também aquece o Produto Interno do Bruto (PIB).


Um exemplo disso é que cada R$ 1 produzido na indústria gera R$ 2,43 na economia. Por isso, todo brasileiro deve se preocupar com o desempenho da indústria, seja para entender o momento atual seja para projetar seus planos no futuro.


Esse acompanhamento pode ser feito pelo Termômetro da Indústria, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).


A ferramenta interativa é atualizada todas as semanas e permite identificar rapidamente se a indústria está crescendo ou não.

A análise é baseada em um conjunto de indicadores e traduz de maneira mais apurada a situação da indústria.


Vale notar que ainda que a indústria apresente um bom desempenho, é possível que alguns indicadores registrem resultado negativo. Ou vice-versa.


A análise é para o início de novembro de 2022, mas os dados são de setembro e outubro conforme o indicador. Destaques:

Produção industrial recua 0,7% em setembro

A produção física da indústria (transformação e extrativa) recuou 0,7% em setembro de 2022 em relação a agosto.


Com esse resultado, a produção industrial se encontra 1,4% abaixo do patamar em que se encontrava em dezembro de 2021.


Além disso, houve queda de 1,1% no acumulado de janeiro a setembro de 2022, contra o mesmo período de 2021.


Na comparação com o patamar pré-pandemia, a produção se encontra 2,4% abaixo de fevereiro de 2020.

Horas trabalhadas ficam 1,1% menor em setembro

As horas trabalhadas na produção recuaram 1,1% em setembro de 2022, na comparação com agosto.


Apesar da queda, o índice mostra tendência de crescimento desde 2021. Na comparação com setembro de 2021, há crescimento de 3,3%.


O aumento da produção requer mais horas de trabalho, o crescimento do indicador reflete a expansão da produção.


Emprego caiu 0,4% em setembro

O emprego industrial registrou recuo de 0,4% em setembro na comparação com agosto. Trata-se do segundo mês consecutivo de queda, o que sugere a perda do ritmo de crescimento do emprego após as sucessivas altas apresentadas desde o segundo semestre de 2020. Na comparação com setembro de 2021, a alta foi de 0,6%.


O emprego tende a crescer com a produção, sobretudo quando o ritmo de expansão da atividade se mostra mais duradouro.


É um indicador menos volátil que os de produção e venda. Em geral, não responde a movimentos esporádicos da atividade e sua variação tende a ocorrer em resposta a movimentos consolidados.


Exportações crescem 19% entre janeiro e outubro

O comércio exterior brasileiro registrou crescimento de 19% para as exportações e 29,3% para as importações.


O aumento do ritmo de crescimento nos últimos meses fez com que as exportações brasileiras totalizassem US$ 281 bilhões no acumulado até outubro, mesmo valor de fechamento para o ano de 2021.


Já as importações no acumulado de janeiro a outubro de 2022 ultrapassaram os valores totais de 2021 ao totalizarem US$ 229 bilhões, cerca de US$ 10 bilhões a mais que no ano anterior.

Os resultados se devem pelos aumentos nos valores, que estão sendo impulsionados pelas quantidades e, principalmente, pelos preços exportados e importados.

Intenção de Investimento está acima da média histórica

O índice de intenção de investimento recuou 1,6 ponto para 57,4 pontos. Apesar da queda, ele segue acima da sua média histórica de 51,4 pontos, indicando elevada intenção de investir do setor industrial.



 

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