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44% dos brasileiros só farão compras on-line no futuro

Atualizado: 7 de jul.

Alguns hábitos vieram para ficar, mas empresas devem se adequar a um consumidor com novos objetivos.


A pandemia transformou os hábitos de consumo no Brasil e no mundo. E muitos deles vieram para ficar, como as compras on-line.

Mais do que estarem atentas a novas tendências, as empresas devem saber como se comportar diante de um novo mercado, em que os consumidores estão mais atentos aos reflexos de um mundo menos estável e que passa por grandes mudanças provocadas pela pandemia, conflitos geopolíticos e transformações macroeconômicas.


Isso incentiva as pessoas a novas reflexões e, por consequência, a novos hábitos na hora de comprar.


A nona edição da pesquisa global EY Future Consumer Index (FCI) ouviu mil pessoas no Brasil em fevereiro passado. Entre os novos hábitos adquiridos nos últimos anos, mais da metade dos entrevistados hoje compra on-line produtos que antes da pandemia costumavam comprar em lojas físicas.


O que antes era praticamente uma imposição da pandemia acabou transformando-se em um hábito: 44% de quem foi ouvido no Brasil afirma que, no futuro próximo, pretende fazer todas as compras por meio do e-commerce.


Nesse processo de migração para o e-commerce, a grande maioria dos brasileiros - 72% - está disposta a compartilhar seus dados, desde que seja para receber notificações de produtos mais baratos ou promoções.


O reabastecimento automático de compras – como as despesas mensais em supermercados e enviadas regularmente para a casa do cliente, por exemplo – é um nicho relativamente novo e que tem atraído muito a atenção dos compradores: 84% estão interessados em conhecer e/ou aderir a experiências organizadas de maneira sistêmica pelas lojas, de acordo com sondagem da empresa de pesquisa Euromonitor.


Diante do cenário econômico enfrentado pelo país – com viés de alta na inflação nos próximos meses – a pesquisa FCI aponta que as prioridades dos brasileiros nos próximos 12 meses são poupar dinheiro e estar atento aos preços das mercadorias.


Mesmo assim, 84% afirmam que gostam de experimentar novos produtos e estão dispostos a pagar mais por boas experiências, ainda que sintam falta de mais novidades nas lojas e canais de compra on-line.


As empresas estão atentas nesse processo de mudança do perfil do consumidor.


De acordo com análise da EY comparando os resultados da FCI e da pesquisa EY CEO Outlook Brazil 2022 sobre comportamento de consumidores e estratégias das empresas, 29% dos CEOs já veem o uso de dados como forma importante de aumentar as vendas dos produtos e serviços já existentes para segmentos de consumidores já consolidados.


No entanto, apenas 11% consideram o uso de dados para criação de novos produtos e serviços como estratégia mais importante de crescimento.


A EY CEO Outlook Brazil, realizada entre novembro e dezembro de 2021, ouviu 42 CEOs ​​de 13 diferentes setores da indústria, entre empresas de capital aberto e fechado, de todos os portes.

O foco de pelo menos 22% das empresas está no desenvolvimento de sistemas inovadores de distribuição e canais para interagir com os consumidores.


Após mais tempo em casa nos últimos anos e se forçando a poupar em razão da inflação, as pessoas perceberam que podem viver com menos.


Muitas até passaram a desejar isso, de acordo com a EY, não apenas por causa do dinheiro, mas porque querem tornar a vida mais simples diante dos cenários instáveis verificados nos últimos tempos.


Os consumidores, segundo os analistas, estão mais seletivos em suas decisões, deixando de comprar produtos que não precisam, mesmo que isso signifique perder as últimas tendências que estão em alta.


Eles estão trocando produtos físicos por digitais, ou por experiências, ou por produtos de melhor qualidade, que durem mais e sejam de marcas mais confiáveis e alinhadas com seus valores pessoais.


As incertezas também têm provocado mudanças de estilo de vida, em casa e no trabalho, conforme mostra o FCI. A chamada “Grande Demissão” é um fenômeno documentado em que funcionários de todo o planeta estão deixando os seus empregos e repensando planos de carreira.


O Índice EY aponta para transformações de comportamento à medida que as pessoas perdem o interesse e reavaliam objetivos de vida pré-pandêmicos, padrões de trabalho e hábitos de consumo.


As decisões pessoais, em todos os sentidos, são tomadas a partir do momento em que as pessoas avaliam e concluem que a qualidade do tempo é tão importante quanto a quantidade de dinheiro na conta bancária.


Ou seja, as pessoas preferem comprar experiências em vez de mais bens materiais.


(fonte: EY https://www.ey.com/pt_br )

 

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