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Empresas que veem profissionais a partir de suas habilidades são mais propensas melhores resultados

Maioria (93%) dos entrevistados disse que deixar de focar em cargos é importante ou muito importante para o sucesso da organização;


Mais da metade (59%) dos respondentes relatam focar nas próximas etapas para reimaginar seus modelos de gestão da força de trabalho;


Mais da metade dos trabalhadores (53%) veem o uso da Inteligência Artificial (IA) para coletar dados sobre suas habilidades como algo positivo;



Liderança é classificada pelos entrevistados como um dos principais desafios para a maioria das tendências pesquisadas.


Em meio às transformações causadas pela pandemia da Covid-19, empresas de todo o mundo estão adotando novas formas de operar.


A pesquisa “Tendências Globais de Capital Humano 2023”, realizada pela Deloitte, aponta quais são essas novas abordagens, analisando as principais tendências no âmbito do trabalho, tais como: os impactos da tecnologia no desenvolvimento das equipes, a extinção dos cargos, o futuro do local de trabalho, o poder de influência dos empregados no rumo das decisões corporativas e como lidar com metas de equidade e sustentabilidade.


O estudo, que ouviu mais de 10 mil profissionais de 105 países, sendo 234 respondentes do Brasil, explora como as organizações estão atravessando um novo cenário, à medida que perdem as referências que as mantinham operando, ganhando permissão para experimentar, pilotar e inovar e definir novos fundamentos na gestão de pessoas.


Examina também como os líderes estão gerenciando esses desafios e como suas empresas podem ter sucesso em um ambiente em constante evolução.


A pesquisa revela que a maioria dos executivos de alto escalão e membros de conselhos reconhecem que as formas tradicionais que regem as regras de trabalho – como os trabalhos são organizados, onde eles acontecem e quem se qualifica para funções específicas – estão mudando.


Enquanto muitos respondentes concordam com a necessidade de se definir novos fundamentos no mundo corporativo de hoje, o relatório mostra que 87% acreditam que o desenvolvimento do modelo de local de trabalho certo é importante para o sucesso de sua organização, no entanto somente 24% sentem que suas organizações estão prontas para lidar com essa tendência.

No curto prazo, 59% dos entrevistados relatam que pretendem focar no redesenho de seus modelos de operacionalização da força de trabalho.


Os executivos reconhecem um grande potencial de ganhos tanto para as pessoas como para as organizações na definição de uma nova abordagem em relação ao trabalho, aos trabalhadores e ao local de trabalho.


Metade dos respondentes afirmou que os líderes de suas organizações têm dificuldades para identificar o que priorizar, porque estão sobrecarregados pelo número, velocidade e frequência das mudanças em curso.


Os entrevistados classificaram a prontidão da liderança para lidar com as mudanças, como uma das principais barreiras para adoção das tendências exploradas no relatório, mostrando que ainda há muito trabalho coletivo pela frente para que as organizações evoluam para o sucesso futuro.


Reimaginando o trabalho: navegando pela extinção dos cargos

Embora o trabalho hoje seja definido principalmente por cargos e descrições de tarefas específicas, muitos veem isso como uma premissa ultrapassada.


De acordo com o relatório, 93% dos participantes disseram que deixar de focar em cargos é importante ou muito importante para o sucesso de sua organização, porém apenas 20% acreditam que sua organização está pronta para enfrentar o desafio, representando a maior lacuna de prontidão de todas as tendências pesquisadas.


O relatório mostra também que uma abordagem baseada em habilidades para gerenciar o trabalho e os trabalhadores oferece uma maior agilidade nos negócios e autonomia dos empregados e permite que eles trabalhem além de suas funções tradicionais.


Mentalidades e práticas herdadas desse modelo antigo de trabalho foram citadas pelos respondentes como o maior desafio para se transformar em uma organização baseada em habilidades.


Caso as organizações decidam resolver essa lacuna com urgência, os benefícios adicionais da transição incluem liberar o potencial do trabalhador para gerar um grande valor, tornando suas equipes mais propensas a inovar e melhorar os processos para maximizar a eficiência.


Um dos principais benefícios apresentados no estudo, por trás da mudança para uma abordagem baseada em habilidades é o aumento da produtividade, a eficiência e a eficácia, alinhando melhor os trabalhadores com o trabalho que se adapta às suas capacidades.


O uso de IA para a coleta e análise de dados sobre as habilidades dos trabalhadores, foi apontado como uma iniciativa positiva por mais da metade dos entrevistados (53%). 80% dos trabalhadores estão dispostos a ter dados coletados sobre suas habilidades demonstradas e 70% estão dispostos a ter dados coletados sobre habilidades potenciais.


Dessa forma, organizações com uma abordagem baseada em habilidades são 107% mais propensas a alocar talentos de forma eficaz e 98% mais propensas a reter empregados de alto desempenho e ter uma reputação como um ótimo lugar para crescer e se desenvolver.


Reimaginando o local de trabalho: ativando o futuro do local de trabalho.


O local de trabalho ideal não é apenas um local físico ditado pela tradição, direito ou necessidade, mas onde quer que o trabalho seja bem realizado.


Apenas 15% dos entrevistados citaram a maneira como o trabalho é projetado como um dos atributos mais importantes na criação do futuro local de trabalho, indicando uma falta de entendimento quanto as possibilidades do futuro do local de trabalho.


As organizações precisam desafiar os limites tradicionais e projetar ambientes físicos, digitais ou híbridos que atendam às diferentes necessidades de trabalho, respeitando as preferências dos empregados e os objetivos macros - como cultura, comunidade e trabalho em equipe.


Os empregados podem então decidir quando, onde e como melhor realizar o trabalho a partir de diretrizes gerais destinadas a permitir, e não restringir, tais decisões.


Outros fatores apontam para o quão importante é a adoção dessa abordagem. Os respondentes indicam que o maior envolvimento e bem-estar do trabalhador estão entre os benefícios mais significativos que eles observaram em uma futura abordagem de local de trabalho.


Metodologia e amostra

A pesquisa Tendências Globais de Capital Humano 2023, realizada pela Deloitte, contou com a participação de mais de 10 mil profissionais pelo mundo dos negócios e organizações de RH, de 105 países.


No Brasil, participaram 234 profissionais, sendo 28,2% membros de conselho ou C-level (executivos do Alto Escalão). A maioria dos respondentes atua na área de RH (51,4%), sendo que 53% dessas empresas operam em território nacional e 29,5%, globalmente.


As indústrias com o maior número de respondentes foram Consumer, Tecnologia, Mídia e Telecom.



 


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